Resumo Rápido:
- A Lusoflora 2026 consolidou-se como o evento crucial para o setor das plantas ornamentais em Portugal, reunindo mais de oito dezenas de expositores.
- A edição de 2026 destacou-se pelo programa focado nas alterações climáticas e pela forte presença ibérica, refletindo a dimensão internacional do evento.
- A feira é um ponto de encontro essencial para produtores, paisagistas, técnicos e decisores do setor verde, impulsionando negócios e inovação.
O palco da produção ornamental em Santarém
A Lusoflora 2026, organizada pela Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais (APPP-FN), transformou mais uma vez o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, no epicentro da produção de plantas ornamentais em Portugal. A 37ª edição deste evento, realizada nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2026, reuniu um público diversificado composto por produtores, viveiristas, centros de jardinagem, paisagistas, técnicos, investigadores e decisores do setor verde. Ao longo de dois dias intensos, a feira proporcionou um ambiente privilegiado para a apresentação de novas variedades, soluções técnicas inovadoras e oportunidades de negócio. Mais do que uma simples exposição de plantas, a Lusoflora afirmou-se como o grande momento anual de encontro da fileira ornamental portuguesa, marcando simbolicamente o arranque da nova época para produtores e profissionais do setor.
O que isso significa na prática para você? Se você é um entusiasta de jardinagem, um profissional da área ou alguém interessado nas tendências do mercado de plantas, a Lusoflora 2026 oferece um panorama completo do que há de mais novo e relevante. É como ir a uma vitrine tecnológica, mas focada em verde: você vê as plantas que em breve estarão disponíveis nos viveiros, conhece as técnicas que os produtores estão a adotar e percebe as direções que o mercado está a tomar.
A força de 81 expositores e a crescente dimensão internacional
A edição de 2026 da Lusoflora contou com a participação de 81 expositores, abrangendo diversas áreas do setor ornamental e atividades complementares. Estes incluíam desde a produção de plantas e substratos até à fertilização, tecnologia e serviços especializados. A vitalidade e renovação do setor foram evidentes com a presença de 14 empresas que marcaram presença pela primeira vez, demonstrando um fluxo constante de novos players e ideias no mercado.
Entre os participantes de destaque, encontramos alguns dos principais produtores portugueses, como Viplant, Planta Livre, Raiz da Terra e Oasis Plantas. Estes nomes são pilares na oferta de plantas ornamentais no país. Ao lado deles, marcas importantes ligadas à nutrição vegetal e substratos, como Siro e Nutrimais, também estiveram presentes. A participação destas empresas é fundamental, pois elas fornecem os insumos e o conhecimento técnico que sustentam o desenvolvimento e a qualidade da produção ornamental.
Um dos aspetos mais notáveis desta edição foi a forte presença de produtores espanhóis. Este facto reforça a dimensão ibérica da Lusoflora e a sua crescente relevância no contexto internacional. A participação de empresas de Espanha demonstra a importância estratégica da feira como uma plataforma de ligação entre mercados e profissionais da Península Ibérica, abrindo portas para colaborações e intercâmbios comerciais transfronteiriços.
“Cultivando o Futuro”: o impacto das alterações climáticas no setor
Sob o lema “Cultivando o Futuro – As Plantas Ornamentais e o Clima em Transformação”, a Lusoflora 2026 dedicou uma atenção especial ao impacto das alterações climáticas no setor. Este tema não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente que molda as práticas de produção, a escolha de espécies e as estratégias de negócio. A feira serviu como um fórum crucial para discutir e apresentar soluções que visam a sustentabilidade e a resiliência do setor face aos desafios ambientais que se avizinham.
O que isso significa para o consumidor e para os profissionais? Significa que as plantas que adquirimos e as práticas de jardinagem que adotamos estão cada vez mais alinhadas com a necessidade de adaptação a novas condições climáticas. A pesquisa e o desenvolvimento de espécies mais resistentes à seca, ao calor ou a outras intempéries tornam-se essenciais. A Lusoflora 2026 foi palco para a apresentação de inovações nesse sentido, mostrando como o setor está a preparar-se para um futuro mais verde e, ao mesmo tempo, mais desafiador.
As discussões e apresentações focadas no clima abordaram, por exemplo, o desenvolvimento de plantas mais resistentes a condições extremas, a otimização do uso de água na produção e a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. A ideia é garantir que a produção de plantas ornamentais não só continue a embelezar os nossos espaços, mas também contribua positivamente para o meio ambiente, promovendo a biodiversidade e minimizando a pegada ecológica.
Concluindo…
A Lusoflora 2026 demonstrou ser muito mais do que uma feira de plantas; foi um reflexo da evolução e da resiliência do setor ornamental português. Ao abraçar temas cruciais como as alterações climáticas e ao fortalecer laços com o mercado ibérico, o evento posicionou-se como um catalisador de inovação e um termómetro das tendências futuras. Para os profissionais, foi uma oportunidade ímpar de networking, de aquisição de conhecimento e de prospecção de novos negócios. Para o público em geral, a Lusoflora 2026 sinaliza um futuro onde a beleza das plantas ornamentais caminha lado a lado com a responsabilidade ambiental.
A força da presença ibérica e a introdução de novos expositores indicam uma expansão e um dinamismo que prometem impulsionar ainda mais o setor nos próximos anos. A feira não apenas celebrou a oferta existente, mas também apontou caminhos para um setor mais sustentável, adaptado às exigências do século XXI e preparado para os desafios que o clima nos apresenta. A jornada “Cultivando o Futuro” foi iniciada em Santarém, e o impacto desta edição certamente florescerá por todo o país e além-fronteiras.
E você, o que achou da abordagem da Lusoflora 2026 em relação às alterações climáticas? Quais tendências você acredita que irão dominar o mercado de plantas ornamentais nos próximos anos? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo!
FAQ
O que é a Lusoflora 2026?
A Lusoflora 2026 foi a 37ª edição da principal feira de plantas ornamentais em Portugal, realizada nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2026 em Santarém. Este evento é organizado pela Associação Portuguesa de Produtores de Plantas e Flores Naturais (APPP-FN) e serve como um ponto de encontro fundamental para todos os intervenientes do setor verde, incluindo produtores, viveiristas, paisagistas, técnicos e investigadores.
A feira tem como objetivo apresentar as novidades do mercado, promover a troca de conhecimento técnico, impulsionar oportunidades de negócio e debater temas relevantes para o futuro do setor. É considerada o marco simbólico do arranque da nova estação para os profissionais da área.
Vale a pena visitar a Lusoflora?
Sim, vale muito a pena visitar a Lusoflora, especialmente se você faz parte do setor de plantas ornamentais, paisagismo, jardinagem ou tem interesse em conhecer as últimas tendências. Para profissionais, a feira oferece um networking valioso, a oportunidade de fechar negócios, conhecer novos fornecedores e clientes, e ficar a par das inovações tecnológicas e de novas variedades de plantas.
Para entusiastas e o público em geral, a Lusoflora é uma excelente oportunidade de se inspirar, descobrir plantas incríveis, aprender sobre práticas de jardinagem sustentáveis e entender o impacto do setor na economia e no meio ambiente. A forte presença ibérica e o foco em temas atuais como as alterações climáticas tornam a visita ainda mais enriquecedora.
Como funciona na prática a participação de expositores na Lusoflora?
A participação de expositores na Lusoflora 2026 envolve a apresentação de seus produtos e serviços em stands organizados no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA). Estes expositores incluem produtores de plantas ornamentais, empresas de substratos e fertilizantes, fornecedores de tecnologia para jardinagem e paisagismo, e prestadores de serviços especializados.
Na prática, os expositores utilizam o espaço da feira para expor as suas melhores variedades, demonstrar novas técnicas de cultivo ou de paisagismo, apresentar soluções inovadoras e interagir diretamente com potenciais clientes e parceiros de negócio. É um ambiente propício para a prospecção de mercado, a consolidação de marcas e a criação de novas parcerias comerciais, tanto a nível nacional quanto internacional, como evidenciado pela forte presença de expositores espanhóis.
Qual a principal vantagem da Lusoflora para o setor hortícola português?
A principal vantagem da Lusoflora para o setor hortícola português é consolidá-lo como um ponto de encontro essencial e uma plataforma de desenvolvimento. A feira reúne toda a cadeia de valor, desde produtores a decisores, promovendo a troca de conhecimento, a inovação e o fortalecimento das relações comerciais. Isso contribui diretamente para o crescimento e a competitividade do setor a nível nacional e internacional.
Além disso, a Lusoflora funciona como um termómetro das tendências do mercado e um espaço para discutir e encontrar soluções para os desafios atuais, como as alterações climáticas. Ao focar em temas relevantes e apresentar novas variedades e tecnologias, a feira ajuda a impulsionar o setor rumo a práticas mais sustentáveis e economicamente viáveis, garantindo o seu futuro e a sua relevância.
Como as alterações climáticas são abordadas na Lusoflora 2026?
A Lusoflora 2026 abordou as alterações climáticas sob o lema “Cultivando o Futuro – As Plantas Ornamentais e o Clima em Transformação”. Este tema foi central nas discussões e apresentações, focando em como o setor pode adaptar-se e contribuir para um futuro mais sustentável.
Na prática, isso traduziu-se na apresentação de novas variedades de plantas mais resistentes a condições climáticas extremas (como seca ou calor), na discussão de técnicas de produção mais eficientes no uso de recursos hídricos, e na promoção de práticas agrícolas que minimizem o impacto ambiental. O objetivo é garantir a resiliência e a sustentabilidade da produção de plantas ornamentais face aos desafios ambientais globais.
Qual o papel da presença ibérica na Lusoflora?
A forte presença ibérica, com um número significativo de produtores espanhóis, desempenha um papel crucial na expansão e internacionalização da Lusoflora. Essa colaboração transfronteiriça fortalece a dimensão ibérica da feira, transformando-a numa plataforma estratégica para a ligação entre os mercados de Portugal e Espanha.
Na prática, isso significa um intercâmbio mais intenso de conhecimento, tecnologias e produtos entre os dois países. Facilita a identificação de novas oportunidades de negócio, a criação de parcerias e o desenvolvimento de um mercado ornamental mais robusto e competitivo em toda a Península Ibérica, beneficiando tanto os produtores quanto os consumidores.
Fontes
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