Em 1819, o botânico Carl Martius registrou árvores na Amazônia que poderiam ter 4 mil anos, desafiando nossa percepção de tempo e resiliência.
Com 25,5 metros de circunferência, essas árvores eram tão imensas que seriam necessários 15 homens para um abraço coletivo em suas bases.
Martius acreditava que elas eram testemunhas vivas de civilizações antigas, crescendo enquanto impérios humanos ascendiam e caíam no resto do mundo.
Hoje, a tecnologia LiDAR localizou o Angelim-vermelho de 88,5 metros. Embora imenso, sua idade estimada é de 400 a 600 anos.
Estes gigantes funcionam como pulmões e sumidouros de carbono massivos; sua perda seria um desastre irreversível para o clima global.
Ainda enfrentamos o desafio de Martius: coletar amostras a 30 metros de altura para entender a genética dessas espécies raras e protegê-las.
Proteger essas árvores é gerenciar um patrimônio vivo. Sem inventário e conservação, perdemos a memória da Terra e nosso próprio futuro.
Aprofunde-se neste assunto em nosso blog.